terça-feira, 8 de novembro de 2011

O despertador




Hoje decidi acordar antes que o relógio pudesse me atormentar, lembrando-me de tudo que devo fazer. Hoje é um dia diferente... Acordei querendo fazer tudo desigual, da maneira que nunca tive coragem, mas que sempre desejei.  Colocaram-me nome de santo, mas quem disse que é assim que me reconheço?  Sou humano e assim como você tenho tido uma vida humana, mesmo que ela não tenha sido ideal, ainda assim continuará sendo a minha história, a história dos meus sonhos, das minhas alegrias, das minhas tristezas. Não quero atormentar ninguém com o meu desespero, afinal essa é a minha vida, mas devo afirmar que minha boca se cala, mas minha mente grita... Pena ninguém poder ouvir, são gritos mudos de uma alma perturbada que sangra e chora, mas meus olhos são incapazes de derramar uma única lágrima. É neste momento que minha mudez vai embora e aquilo que a boca é incapaz de ditar, fica registrado na memória virtual desse arquivo e de quem mais ler.  E assim, na incoerência do sentido expresso por essas palavras é que vou embora, fazer meu dia mudar, fazê-lo melhor e da maneira que sempre sonhei: sem dor, sem sofrimento, sem obrigações e sem desespero.  São 8:00 AM, e acabo de ser acordado pelo meu despertador.


MELO

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