Está chovendo forte do lado de fora, assim como as goteiras tem permitido chover sempre do lado de dentro. E assim quase me afogo em lágrimas, mas não necessariamente lágrimas de tristeza. Ouvi de um amigo esses dias, algo que por muito tempo não escutava: “quem está na chuva, é para se molhar” e assim o fiz. Joguei-me na chuva e permiti que minhas lágrimas se confundissem com a água da chuva que caia e lavava minha alma, foi assim que por um motivo bobo abri um sorriso e sai correndo pelos trilhos... é que olhei para frente e vi grandes amigos me esperando, não sei se velhos, não sei se novos, mas assim os reconheci, então como um trem bala sai ao alcance daqueles que são capazes de extrair o melhor de mim, mas no final das contas não havia ninguém no terminal, e assim a luz no final do túnel parecia que já ia se esgotando quando lembrei-me deles um dia me jurando amizade eterna e falando que sempre estariam perto quando fosse necessário. Não sei como, mas olhando em volta notei que o túnel se chamava saudade e que aquelas pessoas assim como eu mantinham as mesmas recordações e uma história sem fim. Que o tempo me traga os velhos amigos de volta e conserve os novos com a mesma força que tenho tido para continuar vivendo todos os dias.
MELO

Nenhum comentário:
Postar um comentário