Eu que nunca concordei com essa história do morrer, temo em dizer que fui um suicida em massa. Calma, não é que eu tenha atentado contra própria vida, mas as circunstâncias me levou a crer que meu destino era ser “anjo”, mas todo mundo sabe que o “diabo” é ousado e ele deve ter me prendido nesse planeta para acabar com a minha ínfima chance de um dia ser “santo”.
Sobretudo, eu acho esse processo de nascer sem pedir e morrer sem esperar uma Tragédia Grega, ou seja, vivemos um drama da vida real e somos criados para ser dignos e sérios, sobre as instâncias da lei, religião, sociedade e do acaso. Viver um intervalo entre vida e morte é muito pouco para mim, sempre esperei muito da vida, mas ela não tem me correspondido coerentemente.
Não me agrada pensar que hoje pode ser meu ultimo dia de vida, muito pior é saber que em poucos instantes posso ser privado da convivência “eterna” das pessoas que mais amo nessa vida. Sim, eu sei que a morte é um processo natural e que como tal devemos ser conformistas e simplesmente aceitar, por mais imensurável que seja a dor da partida, mas neste sentido sou de extremo egoísmo: a morte chega como um ladrão e nos rouba a vida sem chances de restituição.
Embora eu saiba que viver não é fácil e que estar vivo implica em grandes responsabilidades, devo afirmar que sentir o sangue pulsar nas veias é ainda a melhor opção. Então eu quero viver mais 100 anos ou simplesmente mais 10 minutos, no final o que realmente importa não são quantos anos você vai viver e sim de que maneira você vai aproveitar os instantes que ainda restam. Assim sendo, hoje eu vou jogar fora tudo que não presta, vou ficar apenas com aquilo que me agrega coisas boas, aproveitar os instantes e desconsiderar os dias e as horas que sempre custam a passar. Simplesmente serei feliz... E se a morte chegar? Morrerei bem, bem feliz!
MELO

Idem!! E já que não nos deram escolhas, então vamos viver cada minuto intensamente pra quando chegar a hora a gente poder olhar pra trás e dizer: VALEU A PENA!!!!!
ResponderExcluir