quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vivo ou Morto?


Eu que nunca concordei com essa história do morrer, temo em dizer que fui um suicida em massa. Calma, não é que eu tenha atentado contra própria vida, mas as circunstâncias me levou a crer que meu destino era ser “anjo”, mas todo mundo sabe que o “diabo” é ousado e ele deve ter me prendido nesse planeta para acabar com a minha ínfima chance de um dia ser “santo”.
Sobretudo, eu acho esse processo de nascer sem pedir e morrer sem esperar uma Tragédia Grega, ou seja, vivemos um drama da vida real e somos criados para ser dignos e sérios, sobre as instâncias da lei, religião, sociedade e do acaso. Viver um intervalo entre vida e morte é muito pouco para mim, sempre esperei muito da vida, mas ela não tem me correspondido coerentemente.
Não me agrada pensar que hoje pode ser meu ultimo dia de vida, muito pior é saber que em poucos instantes posso ser privado da convivência “eterna” das pessoas que mais amo nessa vida. Sim, eu sei que a morte é um processo natural e que como tal devemos ser conformistas e simplesmente aceitar, por mais imensurável que seja a dor da partida, mas neste sentido sou de extremo egoísmo: a morte chega como um ladrão e nos rouba a vida sem chances de restituição.
Embora eu saiba que viver não é fácil e que estar vivo implica em grandes responsabilidades, devo afirmar que sentir o sangue pulsar nas veias é ainda a melhor opção. Então eu quero viver mais 100 anos ou simplesmente mais 10 minutos, no final o que realmente importa não são quantos anos você vai viver e sim de que maneira você vai aproveitar os instantes que ainda restam. Assim sendo, hoje eu vou jogar fora tudo que não presta, vou ficar apenas com aquilo que me agrega coisas boas, aproveitar os instantes e desconsiderar os dias e as horas que sempre custam a passar. Simplesmente serei feliz... E se a morte chegar? Morrerei bem, bem feliz! 


MELO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Idade Mental




É, não importa quantos anos você tenha, são suas escolhas e suas atitudes é que vai determinar sua idade mental. Você pode ter cem anos e ter uma idade mental equivalente a vinte, o contrário também pode ocorrer.

De todo modo, é importante lembrar que os dias, as hora, os minutos, os segundos vão passando de tal modo que a cada instante me sinto mais velho. Sempre associei a velhice com a maturidade, entretanto, é comum eu me perceber com crises de infantilidade, adolescência e até rabugice aguda, suponho que seja a crise da idade me perturbando.

Enfim, nestes meus 19 anos tenho tido múltiplas idades mentais. Às vezes e quase sempre me comporto com se tivesse 80 anos, nestes dias tenho alma de extrema nostalgia, lembro-me de tempos felizes em que era apenas uma criança e problemas não existiam. Neste mesmo período sou arrebatado por uma dor introspectiva de sonhos que não são, sonhos que não foram, sonhos que são, mas não como sempre esperei; as vezes  sou culto e curto ler um bom livro, jogar xadrez e uma biriba com os amigos mais próximos, reclamo do clima, do vento e de tudo mais que me incomoda. Sou rabugento às vezes, eu sei!
Outros dias tenho e gosto de ter os meus 30 anos, nestes momentos eu sou muito da razão, sou forte, bravo e tenho uma estabilidade psíquica de por inveja, não me deixo abater por nada, sou independente e feliz por isso. Às vezes essa independência pode ser confundida com solidão e às vezes realmente é, mas sempre tem uma garota passando despercebida, pronta para que eu a encontre e a antiga solidão torna-se paixão e quem sabe venha a ser um grande amor.
Quase ia me esquecendo, mas não posso deixar de falar dos dias em que minha mente se comporta de maneira retrógrada e eu tenho mínimos 4 anos. Neste momento, sou totalmente coerente, apenas digo verdades, cheio de manias e vontades. Além disso, sei reconhecer a falsidade nos olhos das pessoas, mesmo não sendo muito bom em entender ironias e compreender a dimensão e os perigos que certas pessoas podem representar por simplesmente estarem perto de mim. Sinto muito em tratar, mas a falsidade e a mentira é um clichê usado por pessoas independente de quantos anos tenha, deve ser algo inato, é questão de caráter. Ainda por se tratar destes 4 anos, estou sempre cercado de amigos, sou sempre solicitado pela família, e tenho um grande sonho: crescer e virar gente grande; isso enquanto eu não sabia os perigos que me aguardavam nesta eterna brincadeira de ser adulto.
Finalmente, tem dias que minha psiquê aceita meus distintos e imperfeitos 19 anos. Nestes longos períodos sou um pouco de tudo do que já foi tratado e mais um pouco, sobretudo, devo acrescentar que sou imediatista, um pouco de louco, outro tanto de normalidade, vivendo entre graves e breves tormentos, realizando grandes e pequenos sonhos. Simplesmente devo dizer que me ser, é muito bom.


                                                                                                                                              MELO